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Parto normal ou Cesárea? Vamos falar sobre partos?

Angústias, medos, cobranças e culpas! Bem-vinda a maternidade!

Vou contar para vocês como foi o nascimento dos meus filhos.

Em 2007 eu e meu marido decidimos que estava na hora: “Vamos tentar um bebezinho!” A partir daí foi 1 ano de muitas tentativas, alguns alarmes falsos, ansiedade a flor da pele, algumas frustrações até que resolvi dar um tempo…

Marcamos uma viagem com um casal de amigos, e bora para NYC! Foi uma viagem maravilhosa, comemos, bebemos, rimos, choramos de rir, conhecemos lugares incríveis… Tudo perfeito!

Durante a viagem, recebi um pedido de encomenda, meu sócio pediu que eu levasse uma pomada que auxilia na amamentação, pois a nossa secretária tinha acabado de descobrir que estava grávida!

Nossa, meu mundo caiu… Eu tentando por tanto tempo e não conseguia, e ela que nem estava tentando conseguiu… Sim, um sentimento egoísta, confesso, mas foi assim… Fiquei feliz por ela, muito! Mas por dentro estava muito triste com o meu fracasso… No último dia fomos na famosa Babies R Us, comprei a pomada, e quase enlouqueci com aquele mundo de coisas fofas e lindas! Queria mesmo era fazer o enxoval do meu filho.

Voltamos ao Brasil!

Minha menstruação estava atrasada alguns dias, mas com tantos alarmes falsos, já nem pensava mais que fosse possível, mas só para tirar a dúvida, comprei um teste e fiz no dia seguinte que voltamos de viagem!

Quando vi o resultado, pensei “Meu Deus, o Joffre vai sofrer com duas mulheres grávidas no estúdio!!”

Sim, eu estava grávida, deu POSITIVO!!! Vou ter um filho!! Quero voltar pra NYC agora, e ir na Babies R Us novamente!!! hahahahaha…

O consultório da minha gineco era no mesmo prédio do estúdio, fui direto lá, marquei uma consulta para a mesma semana. Estava tão feliz com a minha condição de gestante!

A troca de obstetra.

No dia da consulta conversamos, ela me pediu uma lista enorme de exames, tirei várias dúvidas e finalmente, falamos sobre o parto. Eu disse que queria parto normal, e ela começou a falar das “vantagens” da cesárea. Aquilo me incomodou de tal forma, que agradeci toda sua atenção, e procurei por outro médico.

Me indicaram um médico que só fazia PN, então fui lá, era bem pertinho da minha casa. Foi difícil conseguir marcar a consulta, pois sua agenda era bem cheia, mas deu tudo certo.

Eu e o Paulinho fomos ao Dr. Mario, a consulta atrasou, mas quando fomos atendidos, ficamos super felizes! Passamos mais de uma hora com ele, tiramos dúvidas, falamos de parto normal, e todas as suas possibilidades!

Decidido, vamos continuar com ele!

Os meses foram passando, os medos aparecendo, a internet nos enchia de esperança e pânico!! Hahahahahhahaa… Quem nunca recorreu ao Dr. Google para entender o resultado do exame e se deparou com um cenário terrível?? Afe… se querem um conselho, aguardem a consulta e conversem com quem está te acompanhando!

O empecilho!

Mas uma situação de fato estava assombrando as gestantes em 2009, era a Gripe Suína. Uma doença nova, que ninguém sabia ao certo como tratar e evitar.

As informações e notícias da doença em relação as gestante, certamente era muito preocupantes, e com isso, meu médico conversou comigo e e juntos decidimos que levaríamos a gestação até a 40ª semana, caso não entrasse em trabalho de parto, faríamos a cesarea!

Semanalmente eu ia ao consultório e nenhum sinal da Marina querer nascer. Dilatação 0, contração 0, nada indicava que entraria em trabalho de parto, o que também diminuia a possibilidade de induzir o parto.

Dia 23 de julho de 2009, eu e o Paulinho fomos para Perinatal de Laranjeiras, e às 21:03 nasceu a nossa Marina. Foi um parto tranquilo, sem intercorrências. Na mesma noite tive alguns espasmos nas pernas e logo depois muita coceira. A enfermeira me disse que era normal, devido aanestesia. Senti algumas dores o que também é comum no pós parto. Não tive nenhum problema, apenas com o fato de que eu queria muito que fosse normal, e isso me deixou realmente chateada.

3 anos depois, vem a surpresa… Eu estava grávida novamente! Sim, a gente pensava em ter outro filho, mas não estávamos tentando, apenas fazia parte dos planos. Foi tão fácil, que nem acreditei.

A segunda gestação!

Voltei ao Dr. Mario, e durante a primeira consulta, perguntei a ele se seria possível tentarmos o PN após já ter feito uma cesárea? Rapidamente ele respondeu “Claro” e me explicou que sim, é possível e que ao contrário do que muitos pensam, é comum mulheres terem filhos de parto normal após a cesárea. Mas fez observações que nesse caso não se induz o parto pois corre o risco de uma ruptura uterina, que o trabalho de parto teria que ser natural, e sem interferências para estimular ou acelerar… enfim, já estava ciente de todos os riscos, mas animada com a possibilidade de ter meu filho de parto normal.

Foi uma gravidez bem mais tranquila do que a primeira. Me sentia bem, disposta, bonita… estava vivendo uma das melhores fase comigo mesma!

De vez em quando eu sonhava com o parto e era sempre tudo muito calmo! De fato, me preparei muito mais do que na outra gestação. Estava certa de que tudo daria certo, e que não teria gripe suína, bovina, equina, nenhuma que me impedisse de ter meu parto normal!

Quase lá!

A data prevista para o nascimento do Henrique era dia 3 de agosto, ou seja, bem pertinho do aniversário de 4 anos da Marina. Quando estava com 36 para 37 semanas foi ao consultorio, eventualmente sentia as contrações de treinamento e após o exame, o Dr. Mário disse que eu estava com 0,5cm de dilatação!

Nossa, que alegria ouvir isso!! Voltei pra casa realizada, e certamente, mais ansiosa do que nunca! Estava tudo se encaminhando para realizar meu sonho!! Faltavam poucos dias pro aniversário da Marina, e a única coisa que eu desejava era que ele não nascesse no mesmo dia.

Voltei ao consultório na semana seguinte e tudo continuava na mesma… Contrações de braxton hicks, 0,5cm de dilatação, ainda não havia encaixado… e assim seguiu até a 40ª semana.

Quando completei 40 semanas, o Dr. Mario pediu um novo ultrassom para avaliar como estava a placenta.

Um novo empecilho!

Marquei 3 dias depois, e durante o exame, o médico disse que eu estava com pouco líquido amniótico, na mesma hora ligou pro Dr. Mario, que pediu que eu fosse ao consultório no dia seguinte.

Lá fui eu, ainda com esperança de entrar em trabalho de parto, ou que a diltação tivesse aumentado, mas nada de novo, de novo.

Conversamos muito, e ele disse que teríamos que partir para uma cesárea pois o Henrique poderia entrar em sofrimento em razão do pouco líquido.

Nessa altura eu já estava com quase 41 semanas, cansada, e obviamente, preocupada. Meu marido na mesma hora concordou com o obstetra, e no dia seguinte, voltamos para Perinatal de Laranjeiras.

No dia 8 de agosto de 2015, às 21:07, nasceu o Henrique.

Durante o parto eu ouvi o médico falar “Nossa, o útero dela está parecendo um papel de seda de tão fino” senti um pouco de enjoo, mas foi tudo bem.

Meu bebê era tão lindo!

Tinha que ser assim!

Logo depois que fui para o quarto, e o Dr. Mário foi ao meu encontro. Ele parecia preocupado e aliviado ao mesmo tempo. Me contou que se eu entrasse em trabalho de parto, poderia ter tido uma ruptura uterina pois meu útero estava fino demais devido a primeira cesárea. Isso seria um quadro complicadíssimo, onde eu e meu filho correríamos sérios riscos.

Não foi possível avaliar isso durante o pré natal. Não tínhamos como saber!

Tive uma excelente recuperação, bem melhor do que na primeira, mas o sentimento dessa vez era de gratidão. Não tive o parto que tanto sonhei, mas tive dois filhos lindos, saudáveis, cheios de energia (e bota energia nisso) duas gestações tranquilas e eu estou bem!

Hoje sei que o que precisamos é conhecer nossos limites e confiar nos médicos que nos acompanham. Mesmo com toda tecnologia que temos disponível, imprevistos podem acontecer, e precisamos estar atentas a todos eles, ainda mais quando se trata da saúde e o bem estar de nossos filhos.

Se você deseja um parto normal ou uma cesárea, converse com seu médico, com mãe, amigas… Tire suas dúvidas, conheça os riscos, pergunte SEMPRE!!

Hoje nos somos bombardeados de informações a toda hora. Use-as a seu favor e de maneira responsável!

Lembre-se, acima de tudo, o mais importante é o seu filho, seguro em seus braços!

Beijinhos

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